A IMPORTANCIA DO LIVRO NO BRASIL NO SÉCULO XXI
Ele insiste. Ele resiste.
Ainda que a mídia esteja apelando para que cada vez mais o nosso limite de concentração seja menor. O livro insiste. O livro resiste.
Mesmo que toda tecnologia esteja ao nosso alcance, ao nosso redor, proporcionando, seduzindo o leitor com efeitos modernos e extremamente essenciais. O livro insiste. O livro resiste.
A era digital invadiu nossos lares, nossos espaços, nossa vida. Reduzindo as distâncias e a velocidade das informações e principalmente contribuindo para a praticidade nas ações do cotidiano.
Seria leviano não reconhecer tal importância. E essa foi uma grandiosa evolução. Mas nada, nunca substituirá o prazer, o significado, o acesso do poder do livro em nossas mãos.
Ele resiste. Ele insiste.
Resiste ao tempo, resiste ao avanço científico e tecnológico, resiste ao imediatismo, resiste ao modernismo e insiste em seduzir, encantar, envolver, marcar, registrar e nos fazer sonhar.
O LIVRO. Só o livro é capaz de aproximar tanto o leitor do autor, o aprendizado do aprendiz, a memória da história. Transformando todas as informações em conhecimento.
Somente o livro, ainda no Século XXI, consegue fazer com que todos nós, crianças, jovens, adultos, e idosos possamos estar “conectados” diretamente com as idéias do autor, fazendo um “link” com o imaginário, “plugando” nossos sentimentos e “deletando” a insensibilidade. Aproximando sem “servidor” mas a serviço da comunicação.
Com muitas ou poucas “gigas” de palavras, o livro nos transporta, nos liberta, nos relata, nos resgata, as idéias, as histórias, a memória.
O poder mágico do livro e a capacidade de interagir, mesmo que não estejamos em “rede”. E não é preciso mesmo estar. Podemos estar a sós, na intimidade com o autor.
O livro insiste. O livro resiste.
Com o livro em nossas mãos, o “hiper-texto”, o “texto” e o contexto, se fundem, proporcionando uma perfeita e completa “conexão”.
O livro ainda insiste. O livro ainda resiste.
E enquanto houver o livro, nenhum “programa” criado, terá a capacidade e o poder de destruí-lo.
Não haverá “vírus” que impeça o desejo de ler. Não haverá “vírus” que seja capaz de invadir o direito de se encantar com o melhor companheiro do homem durante todos os séculos.
Basta que ele insista. Basta que ele resista.
Márcia Arruda Bastos
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
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